Publicado por: Pedro Cordier | 12/02/2009

[ARTIGO] Já é Carnaval, Salvador…

A cidade de Salvador já vive o clima de Carnaval.

Se isso é bom ou ruim, depende do “lado” que você se encontre…

Pra Bell, Cláudia Leitte, Ivete e dezenas de outros artistas, empresários e produtores é uma das melhores épocas do ano. Aliás, não só para os artistas, mas para todos os stakeholders (todas as pessoas ou entidades que são afetadas pelas atividades de um empreendimento) do business carnaval.

De acordo com números levantados pela SEI (Superintendência de Estudos Econômicos e Sociais da Bahia), são gerados cerca de 130 mil empregos temporários na cidade em função da festa, em profissões como músicos, coreógrafos, dançarinos, electricistas, carpinteiros, técnicos de som, cordeiros, empregados de mesa, cozinheiros, recepcionistas e guias turísticos. E o mercado informal responde por outras 25 mil vagas, na maioria destinadas a vendedores de bebidas e comidas.

A estimativa é que nos sete dias da sua realização a cidade receba cerca de 500 mil turistas. No domingo à tarde, quando a festa atinge o seu pico máximo, a Polícia calcula que cerca de 1,2 milhão de pessoas estarão nas ruas, distribuídas ao longo dos quase 25 quilômetros dos circuitos Osmar (Campo Grande), Dodô (Barra-Ondina) e Batatinha (centro histórico-Pelourinho).

Além disso, calcula-se que a festa movimenta cerca de 200 milhões de euros em infra-estrutura, patrocínios, turismo, blocos, camarotes, festas e consumo geral diretamente ligado ao período.

Todos os números nesse período são impressionantes: cerca de 68 blocos de trio, 57 afros, 18 afoxés, 22 alternativos, 02 de índio, 27 de percussão e sopro, além de um especial, 11 blocos infantis, 12 de travestidos e o Bloco da Cidade. Tudo regado (das 18h de quinta-feira até as 13h da Quarta-Feira de Cinzas com a saída do Arrastão da Timbalada e o Encontro de Trios) a mais de 430 horas ininterruptas de música e festa. UFA!!!

Os que mais lucram são os empresários que controlam os blocos em que se apresentam as grandes estrelas da música carnavalesca. Um dos principais, o Camaleão, comandado pela banda Chiclete com Banana, somente com a venda de abadás (a fantasia que dá direito ao folião participar no bloco), chega a um faturamento de 2,5 milhões de euros.

Ou, seja, se você faz parte do seleto grupo que, realmente, fatura alto com o Carnaval de Salvador (que, com extrema boa vontade chega a 500 pessoas…), meus parabéns, você deve estar eufórico!!

Agora, se você faz parte dos outros 99,99% da população (os que vão gastar seu suado dinheirinho pra sair no Carnaval ou sair da cidade por causa do Carnaval), esqueça esse negócio de crise, problema financeiro, IPVA, IPTU, volta às aulas, seguro de carro, contas de natal, juros de cheque especial e cartão de crédio… afinal, durante todo esse período:

“(…) Extravasa!! Libera e joga tudo pro ar!! Eu quero ser feliz antes de mais nada…”

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